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Assédio e intimidação contra jornalistas durante cobertura hospitalar de Jair Bolsonaro geram repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram uma nota pública repudiando os episódios de hostilidade, assédio e intimidação contra profissionais da imprensa que realizavam a cobertura da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital Hospital DF Star, em Brasília. Os fatos ocorreram na última sexta-feira (13) e envolveram agressões verbais e um clima de pressão contra repórteres que atuavam no local.

Segundo as entidades, é inaceitável que jornalistas sejam cercados, constrangidos e hostilizados enquanto exercem sua atividade profissional em um espaço público de interesse jornalístico. A situação se agravou quando as agressões presenciais passaram a se refletir também no ambiente virtual, ampliando o cenário de intimidação contra os profissionais de imprensa que realizavam a cobertura.

De acordo com o sindicato, os ataques se intensificaram após a divulgação de um vídeo nas redes sociais pelo deputado federal Mario Frias, que posteriormente foi apagado. Na publicação, os profissionais foram expostos publicamente e acusados, sem provas, de desejar a morte do ex-presidente. A repercussão da postagem provocou uma onda de ataques nas redes sociais, incluindo ameaças e mensagens ofensivas direcionadas aos jornalistas.

Após a exposição, dados pessoais de repórteres teriam sido divulgados na internet, o que levou ao envio de centenas de mensagens com teor agressivo e até ameaças de morte. Para as entidades representativas da categoria, esse tipo de prática configura tentativa de intimidar o trabalho da imprensa e enfraquecer o direito da sociedade de ter acesso à informação de forma livre e transparente.

Diante da gravidade dos fatos, o SJPDF e a FENAJ cobraram providências das autoridades para garantir a segurança dos profissionais de comunicação, incluindo a atuação das forças de segurança no entorno do hospital e a investigação das ameaças virtuais. As entidades também reforçaram a importância da liberdade de imprensa como um dos pilares fundamentais da democracia e manifestaram solidariedade aos jornalistas atingidos, colocando seus departamentos jurídicos à disposição para oferecer suporte aos profissionais.

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