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Fátima defende explorar petróleo na Margem Equatorial, mesmo com transição energética

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), defendeu a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, que compreende o litoral localizado entre o Rio Grande do Norte e o Amazonas. A exploração tem a oposição de ambientalistas, que apontam riscos para o meio ambiente.

Em discurso no último sábado 8 no Fórum Esfera Brasil, em São Paulo, a governadora do RN disse que a exploração de petróleo “ainda tem grande papel a desempenhar”, mesmo no contexto de transição energética – que prevê a transição para fontes de energia limpas ou pouco poluentes.

“Inclusive para o desenvolvimento econômico e social gerando emprego, melhorando a renda e contribuindo para incrementar as receitas tributárias através dos royalties. E o meu estado é exemplo disso, quando a cadeia petrolífera é responsável por 30% PIB Industrial do Estado, portanto é inegável que a atividade terá um papel de relevância no processo de reindustrialização do Brasil e do Nordeste”, afirmou a petista.

chefe do Executivo estadual acrescentou que “nossa expectativa é que se confirme a exploração de petróleo e gás na margem equatorial iniciando novo ciclo na produção e no desenvolvimento econômico e social sustentável”.

Margem Equatorial tem potencial para mudar história da indústria petrolífera

A exploração da Margem Equatorial brasileira, trecho da costa que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá, pode trazer impacto significativo para a economia do estado, conforme avaliam representantes do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro). Caso seja descoberta uma quantidade rentável de petróleo a partir da perfuração de poços na Bacia Potiguar, haverá aquecimento de toda a indústria, com benefícios que vão desde o aumento da arrecadação até a geração de emprego e renda.

A avaliação é do secretário-geral Sindipetro-RN e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Pedro Lúcio Góis. Em entrevista ao AGORA RN, ele falou sobre a perfuração do poço de Pitu Oeste, na Bacia Potiguar.

O Pitu Oeste é o terceiro poço da concessão BM-POT-17, que já foi explorada anteriormente, sendo a última perfuração em 2015. “Em 2013, a Petrobras fez a descoberta do campo de Pitu. Em 2014, perfurou os primeiros poços, evidenciando que há petróleo nessa área. O próximo passo seria a avaliação dessa descoberta. É basicamente saber qual o tamanho da reserva que está lá e qual potencial de produção dessa reserva. De 2015 para cá, porém, a Petrobras mudou o foco. Retirou os investimentos de grande parte das campanhas exploratórias que tinha, que são fundamentais para descobrir novas reservas, concentrando tudo no pré-sal”, relembrou Pedro Lúcio Góis.

“O que ela ia fazer aqui com a nossa área? Vender. Vender as concessões, inclusive essa área de Pitu. Então está parado desde 2015 por causa disso. Agora em 2023 nós temos uma nova inflexão, uma nova mudança nos rumos da Petrobras, que permite que a gente volte a olhar para essa área, não como a área potencial para ser vendida, mas agora de volta como a área potencial para ser explorada”, frisou.

Para ele, a Margem Equatorial tem um potencial enorme. “Sendo descoberto lá uma jazida conforme as previsões têm indicado, tem potencial de mudar a história da indústria do estado do Rio Grande do Norte. A gente tem condição de ter um novo salto do petróleo como foi ali de 2000 a 2010 no nosso estado, tem condição de ter esse novo salto na indústria petrolífera aqui a partir dessa área. Temos essa nova esperança”.

Segundo Pedro Lúcio Góis, as produções de petróleo têm mudado a história do RN. “Quando tivemos uma grande produção de petróleo no Canto do Amaro, em Mossoró, que foi o maior campo de produção terrestre de petróleo do País, e em outros lugares, o impacto econômico foi desde a arrecadação de ICMS ao Governo do Estado até a geração de emprego, renda e mão-de-obra qualificada. Nós estávamos exportando profissionais do petróleo até”, observou.

Além da geração de emprego e renda no RN, Marcos Brasil ressaltou o impacto em outras áreas econômicas, como o setor de hotelaria e comércio. “A Petrobras vai montar, com o aumento das operações, estruturas em cidades costeiras como a Areia Branca e Grossos. Com isso, vai aumentar a procura por imóveis. Inclusive, hotéis e pousadas porque o pessoal vai precisar ficar hospedado nessas cidades para embarcar nas plataformas. Então toda a parte de comércio vai ser impactada positivamente”, projetou.

Agora RN

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