O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira 6 que não foi convidado a integrar como vice uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e reiterou que seguirá com sua candidatura até o final do processo eleitoral.
Em nota, Zema declarou que há convergência entre nomes da direita no objetivo de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas indicou que essa união deve ocorrer apenas em um eventual segundo turno.
“Não recebi nenhum convite. Nem tenho interesse. Respeito os outros pré-candidatos de direita, mas vou levar minha candidatura até o final. Fiz minha vida toda na iniciativa privada e só entrei para a política porque estava inconformado”, afirmou.
Não é a primeira vez que o ex-governador rejeita a possibilidade de compor como vice. Em outras ocasiões, incluindo entrevistas concedidas no início do ano, ele já havia afastado essa hipótese. Em março, durante agenda em Ribeirão Preto (SP), voltou a negar que aceitasse integrar uma chapa nessa condição.
Na mesma ocasião, Zema afirmou que, caso não avance ao segundo turno, pretende apoiar um candidato do campo da direita e atuar de forma ativa contra o PT na disputa.
Nos bastidores, a definição do vice na pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem gerado divergências. Segundo a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, há uma disputa interna que evidencia divisões dentro do próprio campo político.
De acordo com a apuração, aliados mais próximos do senador resistem ao nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que conta com o apoio de setores do Centrão e já foi sugerida em mais de uma ocasião pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Integrantes do núcleo considerado mais alinhado diretamente a Flávio defendem que o vice seja alguém com lealdade pessoal ao candidato, sem vínculos com grupos políticos robustos. Nesse contexto, o nome de Zema passou a ser visto por esses aliados como uma alternativa mais simples, justamente por não representar um bloco partidário amplo como o Centrão.
Em relação a Zema, joga a seu favor também o peso eleitoral que tem Minas no cenário nacional. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Bolsonaro no Estado por 50,20% contra 49,80% – quase um empate numérico, depois de o então presidente virar o resultado em 66 cidades mineiras entre o primeiro e o segundo turnos –, enquanto Zema foi reeleito naquele pleito com 56,18% dos votos.
Aliados de Flávio dizem acreditar que, se Zema tivesse conseguido transferir para Bolsonaro ao menos um ponto porcentual desses votos, o então presidente teria sido reeleito. Isso porque Lula saiu nacionalmente vitorioso por uma margem estreita, de 50,90% contra 49,10% do oponente.
Romeu Zema deixou o governo de Minas Gerais em 22 de março de 2026, movimento que marcou o início formal de sua pré-campanha presidencial. A intenção de disputar o Palácio do Planalto havia sido anunciada ainda em agosto do ano passado, durante evento realizado em São Paulo. As eleições deste ano estão marcadas para o dia 4 de outubro.















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