Faltam nove dias para o 2 de julho, dia de celebração da Independência da Bahia ou da adesão baiana à Independência brasileira. Estava prevista a participação de Lula que, no palanque, louvaria os candidatos do Partido dos Trabalhadores: à reeleição no governo estadual, Jerônimo Rodrigues; ao Senado, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner.
Wagner tenta renovar o mandato de senador que ganhou em 2019 com um desempenho eleitoral exuberante, mais de 4,2 milhões de votos, 35% do total. Quando voltou ao poder, há pouco mais de três anos, Lula o nomeou líder do governo no Senado.
No roteiro original para o comício de 2 de julho, quinta-feira da próxima semana, Wagner seria exaltado como arquiteto-responsável pelo domínio do PT na política baiana nas últimas duas décadas.
Na semana passada, no entanto, o líder de Lula no Senado virou personagem da galeria de políticos enredados no caso Master, a bilionária fraude financeira. Caiu na rede, assim como Flávio Bolsonaro, candidato presidencial do Partido Liberal, e, Ciro Nogueira, senador e presidente do Partido Progressistas, entre outros.
O escândalo das fraudes do Banco Master atingiu o coração do PT na Bahia. São imprevisíveis os efeitos eleitorais da investigação em andamento contra Wagner. Porém, em contraste com o tratamento do PL a Flávio Bolsonaro e do PP a Ciro Nogueira, a cúpula petista parece ter feito uma opção preferencial pela autofagia. A cobrança pública da renúncia de Wagner à lidderança do governo no Senado tem como pretexto a contenção de danos, mas deixa transparecer uma luta dentro do PT por posições-chave na definição do rumo do partido a partir do ano que vem, com ou sem Lula no Planalto.
Fonte: CNN















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