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Escândalo em empresa de segurança privada: assédio, perseguição, fraude na CIPA e sindicato de braços cruzados

Vigilantes de uma das maiores empresas de segurança privada do Rio Grande do Norte denunciam um cenário de perseguição, terror psicológico e assédio moral imposto por supervisores e coordenadores. Segundo diversos trabalhadores, que pediram anonimato por medo de represálias, a empresa proíbe terminantemente o uso de celular dentro dos postos de serviço, mas ao mesmo tempo exige que os funcionários registrem ponto eletrônico de entrada, saída, almoço e retorno. O que revolta a categoria é que, no momento em que o vigilante precisa pegar o aparelho para responder uma ocorrência ou registrar o ponto, ele é fotografado e posteriormente demitido por justa causa, numa prática descrita pelos próprios trabalhadores como uma “caçada” orquestrada e covarde.

As denúncias também apontam que a empresa estaria promovendo uma verdadeira limpeza entre os funcionários mais antigos, principalmente os PCDs, que estariam sendo dispensados sem justificativa, sem acusação e sem qualquer respeito à trajetória profissional construída ao longo dos anos. Vigilantes relatam quadros graves de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças psicológicas provocadas pelo clima de humilhação e medo permanente dentro da empresa.

Mesmo diante de inúmeros documentos, açoes na justiça e denúncias já encaminhadas ao Ministério Público, os abusos continuariam acontecendo livremente, sem qualquer providência efetiva por parte das autoridades competentes.

O mais revoltante, segundo a categoria, é o silêncio vergonhoso do sindicato, que conhece as denúncias, sabe quem são os perseguidos, os assediados e os trabalhadores adoecidos, mas permanece de braços cruzados. Os vigilantes afirmam ainda que houve fraude nas eleições da CIPA 2026, com impugnação e cassação de candidatos eleitos legitimamente, que acabaram sendo demitidos logo depois. A sensação é de abandono total: de um lado uma empresa acusada de perseguir e destruir vidas; do outro, uma entidade sindical que deveria defender os trabalhadores, mas que, segundo os próprios vigilantes, se omite e faz de conta que nada está acontecendo.

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